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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Novo endereço

Devido ao nome claramente desactualizado decidi-me a mudar de endereço, sem sair do domínio, para um mais abrangente.

 

http://mundodotenis.blogs.sapo.pt

publicado por Morais às 22:00
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#1 - Que é feito de...Guillermo Coria?

O tenista argentino Guillermo Coria, "el Mago", é o primeiro escolhido para esta nova rubrica, destinada aos grandes tenistas que se encontram um pouco fora do radar dos amantes do ténis.

Numa altura em que nos aproximamos a passos largos de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado em terra batida, parece pertinente questionarmo-nos acerca do paradeiro deste hiper-talentoso tenista argentino que se encontra arredado dos grandes palcos do circuito mundial há já algum tempo. É que foi precisamente em Roland Garros que Coria atingiu, simultaneamente, os pontos mais alto e mais baixo da sua carreira.

Viveram-se momentos dramáticos numa daquelas típicas tardes solarengas da capital francesa, mais precisamente a 6 de Junho de 2004. Coria conquistara, semanas antes, o mítico torneio de Monte Carlo e vira apenas Roger Federer quebrar-lhe uma série de 37 vitórias consecutivas sobre o pó-de-tijolo na final de Hamburgo, sem, contudo, que isso beliscasse o seu favoritismo a uma vitória final em Paris, ainda mais depois do renascido brasileiro Gustavo Kuerten ter derrotado, inapelavelmente, Federer na terceira ronda. Coria, seguro, passeava classe nos courts  parisienses e atingiu a final num percurso quase imaculado, no qual cedeu apenas um set nas meias-finais diante de um surpreendente Tim Henman, adepto do serviço-vólei.

E no encontro decisivo, o sonho parecia muito muito perto já, ao fim de uma hora. Tudo parecia correr bem a Coria, que dominava, inequivocamente, o seu oponente, o também argentino Gaston Gaudio e conquistava os dois primeiros parciais, por claros 6-0 e 6-3. No terceiro set, novo break de Coria, que parecia definitivamente lançado para a conquista do título, perante o olhar de um público rendido à superioridade de "el Mago". Mas eis que Gaudio quebra o ímpeto de Coria e devolve o break de enfiada, começando a praticar um ténis mais solto e agressivo e lançando dúvidas a um já nervoso Coria, ansioso por atingir o tão almejado título. A toada de equilíbrio manteve-se até perto do final da terceira partida, na altura em que Gaudio atacou forte, arrebatando este parcial e abrindo por completo o jogo. Coria, entretanto, mostrava-se bastante perturbado e parecia tomado por cãibras, que o impediam de praticar o seu melhor ténis e o levariam a abdicar da quarta partida, resguardando-se para uma possível "negra". Momentos depois, Gaudio, "el Gato", fechava, facilmente o quarto set e adiava a decisão para uma quinta partida, para regozijo dos cerca de 20 mil espectadores presentes nas bancadas do Philippe Chatrier.

Mal jogada, mas muito emotiva, esta partida decisiva perdurará certamente na memória de muitos pela incerteza e pelo dramatismo de que se revestiu. Coria, incrivelmente, conseguia superar as dores e manter-se em jogo, tendo mesmo garantido o direito a servir para fechar a contenda. Poucos minutos depois, chegava o primeiro match-point. Ponto longo, de cortar a respiração. Erro de Coria, por milímetros, numa direita ao longo da linha. Gaudio sobrevivia, quebraria o serviço do adversário, mas não podia controlar a ansiedade e sofreria novo break minutos depois, voltando Coria a servir para encontro. Novo match-point, tirado a papel químico do primeiro. Golpe fatal para Coria, que, esgotado, cedeu esse jogo e os dois seguintes e permitiu a Gaudio festejar efusivamente uma conquista única, que dificilmente teria oportunidade de repetir. Já Coria, apesar de derrotado, foi ovacionado e parecia, pelo demonstrado, reunir todas as condições para regressar e triunfar em Paris. A verdade é que ainda não se recompôs dessa derrota, como o próprio confessou recentemente, e a confiança que lhe permitia executar aqueles golpes mágicos foi desaparecendo, não o deixando vencer com a mesma regularidade e fazendo-o cair numa profunda crise, agravada ainda mais por constantes lesões. No ano seguinte, em 2005, não conseguiu impor-se em terra batida, fruto do aparecimento de Rafael Nadal e, em Roland Garros, e caiu frente a Nikolay Davydenko, que havia derrotado em três fáceis sets no ano anterior. Apesar de tudo, ainda arrecadou um título em Umag, meses mais tarde. Mas em 2006 quase não se viu e, depois de desistir, em Setembro, na primeira ronda do US Open frente a Ryan Sweeting, não mais voltou a jogar qualquer torneio.

Hoje, encontra-se no lugar 329 de um ranking em que chegou a figurar na 3ª posição e está parado, a treinar para poder regressar à melhor forma e aos grandes palcos. Discutível será a maneira como o tem feito. É que trocou de treinador por duas vezes nos últimos dois meses e, mesmo depois de intensos treinos, tem adiado o regresso à competição, que chegou a estar agendado primeiro para Miami e depois para Houston, mas que está ainda por concretizar.

Resta-nos aguardar por melhores dias deste tenista que muita falta faz ao circuito, pela magia que espalha em court. Para os menos conhecedores deste magnífico jogador, deixo aqui alguns vídeos onde se pode testemunhar toda a sua classe.

 

http://www.youtube.com/watch?v=vT7LJimHr08

http://www.youtube.com/watch?v=XX6m7XeQ1jI

http://www.youtube.com/watch?v=Vhcxs2xFyNg

 

Informações adicionais sobre a carreira de Coria podem ser lidas aqui.

publicado por Morais às 00:40
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Hamburgo - mais um no palmarés de Nadal?

Disputa-se, esta semana, o Masters Series de Hamburgo, último grande torneio antes de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada. A questão que se coloca é se haverá alguém capaz de fazer frente ao espanhol Rafael Nadal que, nesta altura, parece imbatível ou se será este a somar mais um título na superfície de terra batida e a elevar a contagem do número de vitórias consecutivas na sua superfície predilecta para 82(!). O quadro afigura-se complicado, mas também já em Roma o era e Nadal tornou tudo (exceptuando o jogo com Davydenko) muito fácil. Poderá ter de defrontar Baghdatis ou Andreev nos oitavos-de-final, Gonzalez, Gasquet ou Mathieu (lembre-se aquele jogo fantástico entre ambos em Roland Garros'06!) nos quartos-de-final, Davydenko de novo nas meias-finais e, claro, Federer ou Djokovic na final, entre outras possibilidades.

Federer, por seu turno, parece ter um quadro mais simples para reganhar confiança -e que necessitado está!- para Roland Garros, na última oportunidade que terá para tal. Não se tem saído bem e será interessante analisar a sua capacidade para superar esta última derrota às mãos de um inspirado Volandri em Roma. Ferrero, Safin ou Djokovic talvez sejam as maiores ameaças, mas apenas este último parece ter uma palavra a dizer se vier a defrontar Federer.

Para não fugir à regra, fiz alguns prognósticos para o que poderá vir a passar-se esta semana em Hamburgo. Os mesmos podem ser consultados em formato .jpeg ou .pdf.

Entretanto, no circuito WTA, a acção centra-se em Roma, de onde acabaram de partir os homens. O torneio fica marcado pelas ausências da número um mundial, Maria Sharapova, a contas com uma lesão, da belga nº2 mundial, Justine Henin, e da suiça Martina Hingis, mas contará com a presença das outras principais estrelas do circuito feminino, incluindo uma Serena Williams cheia de vontade de dar cartas nesta temporada de terra batida. A não perder, nos courts do Foro Itálico.

 

publicado por Morais às 00:30
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Domingo, 13 de Maio de 2007
Nadal conquista Roma, Ivanovic Berlim

Esperada, mas demasiado fácil. É o que se pode dizer da vitória hoje alcançada por Rafael Nadal na final do Masters Series de Roma. Os parciais de 6-2 e 6-2 demonstram bem a superioridade evidenciada pelo espanhol ao longo de toda a partida, perante um Fernando Gonzalez impotente para travar o melhor jogo de Nadal.

Sabia-se que não seria fácil para Gonzalez impor o seu jogo nesta superfície frente ao maiorquino Nadal, mas esperava-se um pouco mais do chileno. Sem precisar de forçar em demasia para vencer, Nadal bem pode agradecer o facto de Gonzalez não ter sabido aproveitar-se do eventual maior desgaste do espanhol, depois da maratona jogada nas meias-finais frente a Davydenko. Sempre muito impaciente, sem capacidade para prolongar um pouco mais as trocas de bola do fundo do court e aguardar a altura certa para atacar, o chileno quase sempre caiu no erro não forçado quando tinha a iniciativa do ponto; por outro lado, Nadal não desperdiçava quando estava em posição de comando e foi encostando o chileno às cordas até concretizar, em definitivo, a vitória, ao cabo de apenas 1h24m de jogo. No final, um Gonzalez rendido à superioridade do adversário disse que "nem sempre tem a ver connosco, com o nosso jogo, se estamos num dia bom ou mau. Muitas vezes tem a ver com o adversário e a forma como ele joga e nos obriga a jogar. Nadal não me deixou atacar como eu gostaria e eu não tive alternativas". Já Nadal declarou-se "muito satisfeito por ter conseguido este feito único de conquistar o título em Roma por três vezes, ainda para mais consecutivas".

21º título da sua ainda curta carreira, 4º da temporada, 13º consecutivo em provas de terra batida e 77 vitórias sucessivas neste piso. Notável!

Na vertente de pares mascullinos, a dupla franco-sérvia Fabrice Santoro / Nenad Zimonjic conquistou o título, terminado com a série de 17 vitórias consecutivas em Roma dos irmãos Bryan. 6-4, 6-7(4-7) e 10-7 (Match TB) foram os parciais de mais uma excelente vitória da dupla sexta cabeça-de-série.

No circuito WTA, jogaram-se esta semana os torneios de Berlim (Tier I) e de Praga.

Anna Ivanovic foi a supreendente vencedora na capital alemã, ao derrotar na final a russa Svetlana Kuznetsova, por 3-6, 6-4 e 7-6(7-4). Excelente semana para a jogadora sérvia, que conquistou o terceiro título da sua carreira e passará a figurar, a partir da próxima segunda-feira, no top ten do ranking mundial feminino.

Já no torneio de Praga, a japonesa Akiko Morigami conquistou o primeiro título da sua carreira, derrotando, na final, a francesa Marion Bartoli, por 6-1 e 6-3. Antes, na meia-final, beneficiara da desistência da bielorrusa Victoria Azarenka, jogadora que esteve em destaque na passada semana no Estoril Open e que, esta semana, confirmou ser um nome a ter em conta no circuito WTA.

publicado por Morais às 16:55
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Sábado, 12 de Maio de 2007
Nadal soma e segue

O espanhol Rafael Nadal somou hoje a 76ª vitória consecutiva em terra batida, superando o recorde de vitórias consecutivas numa só superfície, pertencente a John McEnroe, que somou 75 êxitos sucessivos no piso indoor carpet entre Setembro de 1983 e Abril de 1985. Mas mais uma vez, Nadal viu-se e desejou-se para conseguir superar um recorde. E mais uma vez em Roma, onde geralmente enfrenta dificuldades superiores às habituais em encontros disputados neste tipo de piso. Foi assim o ano passado na final do torneio, onde enfrentou dois match-points, antes de vencer Roger Federer e igualar o recorde de Guillermo Vilas de 53 vitórias consecutivas em "pó de tijolo" (onde já lá vão!) e assim foi este ano para superar o tal recorde de John McEnroe, pois necessitou de quase quatro horas (3h39m) para vergar Nikolay Davydenko, combativo jogador de leste com um ténis sólido por demais, não obstante ter desperdiçado a vantagem de servir para encontro a 5-3 no segundo set. 7-6(7-3), 6-7(8-10) e 6-4 foram os parciais de um encontro repleto de intensas trocas de bola do fundo do court.

Em contraponto, a primeira meia-final do dia, entre o ídolo caseiro, Filippo Volandri, e o chileno Fernando Gonzalez foi bastante curta e terminou cerca de uma hora depois de iniciada e com vitória do chileno (6-1 e 6-2), para desgosto dos milhares de tiffosi presentes nos courts do Foro Itálico. Foi o fim do sonho para o italiano que, ainda assim, subirá cerca de vinte posições (era 53º à partida para o torneio) no ranking ATP a divulgar na próxima segunda-feira e receberá um special exempt (destinado a jogadores que competem até tarde na semana anterior a um torneio, ficando impossibilitados de jogar o qualifying do mesmo) para o Masters Series de Hamburgo, a disputar ao longo da semana que vem.

Quanto a Gonzalez, tentará ser o primeiro a derrotar Nadal em terra batida, desde que Igor Andreev o conseguiu, em Valência, em Abril de 2005.

 

Resultados do dia:

 

Meias-finais de singulares

(6) Gonzalez (CHI) b. Volandri (ITA) 61 62
(2) Nadal (ESP) b. (4) Davydenko (RUS) 76 (3) 67 (8) 64

Meias-finais de pares

(6) Santoro(FRA)/Zimonjic (SRB) b. (3) Damm (CZE)/Paes (IND) 63 64
(1) B.Bryan (USA)/M.Bryan (USA) b. (4) Knowles (BAH)/Nestor (CAN) 64 57 10-3

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publicado por Morais às 18:58
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Poderá Federer bater Nadal em terra batida?

Agora que, para Roger Federer, resta apenas um torneio antes de Roland Garros -o Masters Series de Hamburgo-, parece pertinente colocar a questão: "Poderá Federer ultrapassar Nadal em terra batida?".

Segundo Mats Wilander, antiga estrela do ténis mundial, a resposta é um não rotundo. Primeiro, porque não está a jogar tão bem quanto no ano passado e, depois, porque teve uma grande oportunidade na final do torneio parisiense de 2006 e não soube aproveitá-la. "Penso que, hoje em dia, Federer não tem tomates quando defronta Nadal. Sofreu um bloqueio mental quando desperdiçou a vantagem de um set na final de Roland Garros do ano passado. Quando se vence por 6-1 uma primeira partida e se está a dominar o encontro não se altera a estratégia. Federer fê-lo e deu-se mal com isso. Certamente acha que não pode bater Nadal do fundo do court e, de facto, não pode. Não pode em hardcourt e muito menos em terra batida. Então porquê passar a jogar só no fundo e não ser tão agressivo como fizera antes? É claro que Nadal tem o seu mérito. O Hewitt teria atirado a toalha ao chão depois de um primeiro set daqueles, o Roddick certamente também, mas o Nadal não lhe presta vassalagem, segue na luta e Federer deixa-se amedrontar. O desporto é sobre ter coração e ter tomates. Não há muitos grandes campeões que não tenham grande coração ou grandes tomates. Não digo que Federer não os tenha, mas de cada vez que defronta Nadal, eles tornam-se muito muito pequenos". Palavras talvez demasiado fortes de Wilander, mas é certo que Federer perde claramente com Nadal no capítulo mental. E isso, numa superfície como a terra batida, onde as partidas duram mais tempo, onde é preciso lutar muito mais por cada ponto e onde se conseguem grandes reviravoltas, mesmo dentro de um simples ponto, paga-se bem caro. E os números falam por si: Nadal leva vantagem nos frente-a-frente entre ambos (7-3) e nunca saiu derrotado de um encontro disputado em terra batida (5-0), acrescido ao facto de ter já batido Federer em superfícies mais rápidas (2-2 em hardcourt, 0-1 em relva). Fica, então, a ideia de que poderá mais rapidamente Nadal derrotar Federer em relva que este destronar Nadal na terra batida.

Um pequeno extracto da entrevista dada por Wilander pode ser lido aqui.

publicado por Morais às 14:17
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2007
Saga de Nadal continua

São já 75 os encontros que Rafael Nadal leva sempre a vencer em terra batida. Hoje, brindou o sérvio Novak Djokovic, recente vencedor do Estoril Open, com um contundente 6-2 e 6-3 e avançou para as meias-finais do torneio de Roma, que venceu nas duas últimas temporadas.

Sem apelo nem agravo, fruto de um jogo poderosíssimo do fundo do court, o espanhol "cilindrou" o seu adversário, num encontro que até se previa um pouco mais equilibrado, em virtude da boa campanha que Djokovic vinha a realizar no pó de tijolo. Depois de vencer o Estoril Open, o tenista de leste manifestou a sua confiança em poder vergar Nadal (em terra batida) a breve trecho, mas, pela amostra, terá ainda de percorrer um longo caminho até poder pensar sequer em beliscar a supremacia do espanhol nesta superfície. O adversário de Nadal na meias-final da parte inferior do quadro será o sempre difícil russo Nikolay Davydenko, que se apurou após vencer o espanhol Tommy Robredo, por 1-6, 6-3 e 6-3.

Na parte superior, Fernando Gonzalez conseguiu finalmente superar a barreira "quartos-de-final" num torneio ATP, que persistia desde que atingiu, de forma algo surpreendente, a final do Open da Austrália, primeira etapa do Grand Slam da temporada. Para tal, derrotou o argentino Juan Ignacio Chela, com parciais de 6-3 e 6-4, em 1h50m de jogo. Na penúltima ronda do quadro defrontará o italiano Filippo Volandri, que, hoje, motivado pela vitória sobre o número um mundial Roger Federer e pelo incondicional apoio do público italiano, se livrou facilmente do checo Tomas Berdych (6-2 e 6-3).

Nota final para a dupla Carlos Moya/Rafael Nadal que, depois de ultrapassar duas rondas no quadro de pares masculinos, sucumbiu, nos quartos-de-final, face à maior experiência dos irmãos Bryan. Os parciais da derrota (6-3 e 6-3) não deixam dúvidas, mas fica a parceria bem sucedida entre estes dois excelentes jogadores espanhóis, pertencentes a duas gerações distintas do ténis mundial.

Resultados do dia:

 

Quartos-de-final (singulares masculinos)

 

(4) Davydenko (RIS) b. (7) Robredo (ESP) 16 63 63
(WC) Volandri (ITA) b. (12) Berdych (CZE) 62 63
(2) Nadal (ESP) b. (5) Djokovic (SRB) 62 63
(6) Gonzalez (CHI) b. Chela (ARG) 63 64

 

Quartos-de-final (pares masculinos)

 

(3) Damm (CZE)/Paes (IND) b. (8) Pavel (ROU)/Waske (GER) 64 63
(6) Santoro (FRA)/Zimonjic (SRB) b. Ljubicic (CRO)/Thomas (USA) 62 64
(1) B.Bryan (USA)/M.Bryan (USA) b. Moya (ESP)/Nadal (ESP) 63 63


publicado por Morais às 22:33
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Masters Series de Roma - a surpresa

Agora que estão decorridas três jornadas do Masters Series de Roma, faltando decorrer ainda outras tantas, é hora de dar uma salta até à capital italiana e aos courts do Foro Itálico e ver o que por lá se tem passado.

A nota de maior destaque vai para a derrota impiedosa (6-2 e 6-4) do actual número um mundial, Roger Federer, que sucumbiu ao excelente jogo do ídolo dos tiffosi, o italiano Filippo Volandri (foto). Se é certo que Federer jogou bastante abaixo das suas reais capacidades, não há que retirar mérito ao seu adversário, um especialista no pó de tijolo, que tem revelado uma forma excepcional ao longo da semana. Volandri defrontará o checo Tomas Berdych no primeiro dos encontros dos quartos-de-final, sendo boas as perspectivas de ir um pouco mais longe e conseguir um resultado histórico para o ténis italiano, sedento de grandes feitos. As suas intenções poderão é muito bem esbarrar, se não antes, em Rafael Nadal, que se tem exibido na sua forma de sempre e despachado oponente atrás de oponente sem grandes dificuldades. O último foi a sua "besta negra", o russo Mikhail Youzhny, que o havia derrotado nas duas últimas ocasiões em que se enfrentaram. Muito difícil está parar este espanhol, que leva já 74 encontros consecutivos na sua superfície predilecta sem conhecer o amargo sabor da derrota. Note-se que o último jogador a roubar um set a Nadal em terra batida foi, no passado mês de Setembro, numa eliminatória da Taça Davis...Filippo Volandri. Na próxima ronda, o espanhol defrontará o nosso bem conhecido Novak Djokovic, recente vencedor do Estoril Open, num jogo que é aguardado com alguma expectativa. O sérvio foi o último a bater Nadal, mas parece ter ainda de progredir um pouco mais para ombrear com este nesta superfície.

Nos outros encontros dos quartos, Tommy Robredo medirá forças com Nikolay Davydenko, numa partida que se antevê aborrecida entre dois dos "maratonistas" do circuito e Juan Ignacio Chela (vencedor claro de Andy Roddick, cs nº3) tentará impor-se frente a um renascido Fernando Gonzalez, que terá como objectivo atingir a sua primeira meia-final de um torneio ATP, desde a final do Grand Slam australiano (Janeiro/Fevereiro).

Quanto às previsões efectudas no início do torneio, estas saíram completamente furadas: dos oito jogadores presentes nos quartos-de-final, apenas dois constam do quadro das previsões para essa fase. Como atenuante, apenas o facto da imprevisibilidade reinar no mundo do ténis (excluindo quase todas as partidas de Federer e Nadal) e de, em terra batida, sobressaírem jogadores muito combativos que conseguem fazer frente à potência de outros tenistas de top.

De todas as formas, Nadal continua a ser claro favorito à vitória final, restando, então, a consolação de poder acertar no prognóstico mais relevante. Ainda que, isso, pensarão todos, pareça ser bastante fácil.

 

Resultados do torneio masculino (até 10.05.07):

 

Primeira ronda

Almagro (ESP) b. Henman (GBR) 75 61
(16) Ferrero (ESP) b. Hrbaty (SVK) 36 61 64
Tursunov (RUS) b. Bjorkman (SWE) 76 (10) 36 61
Acasuso (ARG) b. Verkerk (NED) 63 75
(Q) Hernandez (ESP) b. Hewitt (AUS) 63 67 (3) 61
Simon (FRA) b. (10) Murray (GBR) 61 16 63
(WC) Starace (ITA) b. Calleri (ARG) 63 61
(Q) Canas (ESP) b. Melzer (Aut) 75 62
Soderling (SVE) b. Becker (GER) 63 63
(WC) Bracciali (ITA) b. Ginepri (USA) 75 76 (2)
Baghdatis (CYP) b. Moya (ESP) 62 63
Stepanek (CZE) b. (11) Haas (GER) 63 32 rit.
(12) Berdych (CZE) b. Nieminen (FIN) 64 75
Safin (RUS) b. (Q) Delic (USA) 26 63 64
(9) Blake (USA) b. Monfils (FRA) 76 (4) 63
(Q) Montanes (ESP) b. Wawrinka (SUI) 63 16 76 (3)
Gaudio (ARG) b. Fish (USA) 64 64
Rochus (BEL) b. (Q) Llodra (FRA) 57 63 63
(15) Youzhny (RUS) b. Benneteau (FRA) 61 36 62
(WC) Volandri (ITA) b. (Q) Gabashvili (RUS) 60 63
(13) Gasquet (FRA) b. Verdasco (ESP) 61 75
Andreev (RUS) b. (14) Ferrer (ESP) 64 61
Chela (ARG) b. Gicquel (FRA) 26 64 61
(Q) Massu (CIL) b. Bolelli (ITA) 63 76 (5)

 

Segunda ronda

(1) Federer (SUI) b. Almagro (ESP) 63 64
Acasuso (ARG) b. (8) Ljubicic (CRO) 64 63

(3) Roddick (USA) b. Gaudio (ESP 61 76 (8)
(12) Berdych (CZE) b. (Q) Montanes (ESP) 76 (5) 63
(5) Djokovic (SRB) b. Soderling (SWE) 36 64 63
Baghdatis (CYP) b. Stepanek (CZE) 36 76 (5) 62
(6) Gonzalez (CHI) b. Tursunov (RUS) 62 61
(15) Youzhny (RUS) b. Rochus (BEL) 76 (7) 63
(WC) Volandri (ITA) b. (13) Gasquet (FRA) 64 67 (5) 64
(7) Robredo (ESP) b. (Q) Hernandez (ESP) 75 46 61
Chela (ARG) b. Andreev (RUS) 75 75
Massu (CHI) b. (9) Blake (USA) 76 (3) 75
Simon (FRA) b. (Q) Canas (ARG) 76 (4) 64
(2) Nadal (ESP) b. (WC) Bracciali (ITA) 64 62
(4) Davydenko (RUS) b. Safin (RUS) 76 (4) 75
(WC) Starace (ITA) b. Ferrero (ESP, 16) 62 36 62

 

Oitavos-de-final

Chela (ARG) b. (3) Roddick (USA) 60 64
(WC) Volandri (ITA) b.(1) Federer (Sui) 62 64
(6) Gonzalez (CHI) b. (Q) Massu (CHI) 67 (4) 63 64
(12) Berdych (CZE) b. Acasuso (Arg) 61 62
(4) Davydenko (RUS) b. (WC) Starace (ITA) 46 62 75
(7) Robredo (ESP) b. Simon (FRA) 62 62
(5) Djokovic (SRB) b. Baghdatis (CYP) 62 75
(2) Nadal (ESP) b. (15) Youzhny (RUS) 62 62

publicado por Morais às 22:23
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Terça-feira, 8 de Maio de 2007
Masters Series de Roma, a prova que se segue

  

Numa das mais importantes provas do circuito mundial jogadas em terra batida, medem forças os melhores tenistas da actualidade. Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic, entre outros, são cabeças-de-cartaz e prometem trazer muito do melhor ténis do mundo aos courts do foro itálico. Para Domingo, dia da final, é aguardado mais um duelo entre os dois primeiros.

Para não fugir à regra, resolvi fazer uns prognósticos, tentando adivinhar um pouco daquilo que se poderá passar ao longo da semana, em Roma. Podem consultar as previsões, aqui.

Entretanto, o torneio já se iniciou e são de destacar as eliminações supresa de Lleyton Hewitt e Agustín Calleri, às mãos de Oscar Hernandez, qualifier, e Potito Starace, wild card, na primeira ronda de singulares masculinos. No quadro de pares masculinos, no encontro mais aguardado do dia, entre Rafael Nadal (e Carlos Moyà) e Roger Federer (e Stanislas Wawrinka), o espanhol levou a melhor. No entanto, é injusto olhar para este duelo como mais um entre nº1 e nº2 mundiais do ranking ATP. Não há dúvida que Moyà assume um peso preponderante na dupla inteiramente espanhola, devido à sua enorme experiência e às suas qualidades de servidor e voleador, e que Wawrinka não foi a causa da derrota da dupla inteiramente suiça. 6-4 e 7-6 (7-3) foi o resultado que se verificou no final desta emotiva partida.

Entretanto, hoje também, concluiu-se o torneio feminino de Varsóvia, com a vitória a sorrir, facilmente, à belga Justine Henin. Derrotou na final a ucraniana Alona Bondarenko, com parciais de 6-1 e 6-3. A belga mantém-se firme no primeiro posto da hierarquia mundial feminina e defenderá o estatuto de primeira cabeça-de-série no torneio de Berlim, a decorrer, esta semana, na capital alemã.

 

Site oficial do torneio de Roma:

http://www.internazionalibnlditalia.it/1/default.asp?LNG=EN

 

Site oficial do torneio WTA de Berlim:

http://www.qatar-german-open.org/

 

publicado por Morais às 00:08
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007
Desactualizado

Chegou a hora em que o nome do blog fica desactualizado. Era inevitável. Terminou o Estoril Open 2007...e vestígios de ténis no Estoril (Cruz Quebrada, mais precisamente) vão desaparecer completamente até ao final da semana, isto porque se procederá ao desmontar de toda a estrutura montada para esta 18ª edição da prova portuguesa. Excluindo o emblemático centralito e os courts secundários, tudo o mais desaparecerá e desta semana restarão apenas (boas) recordações.

O futuro deste torneio é uma incógnita. João Lagos tem vindo a queixar-se do espaço actual, que não lhe permite mais altos voos e busca uma solução definitiva para o seu evento. Não tem estado fácil chegar a entendimento com governo e autarquias e, numa altura em que se pretende avançar para a construção de um campo de golfe num espaço contíguo ao do evento tenístico, este está em risco de desaparecer do calendário de provas do ATP. Para 2008 está prevista uma redução do prize-money e o torneio coincidirá com os de Munique e Valência, em virtude da necessidade de comprimir o calendário em ano de Olimpíadas; e 2009 pode mesmo ser o último ano do torneio, embora um "examinador de eventos" do ATP tenha descansado Lagos em relação a essa possibilidade. Mas, pelo sim pelo não, o empresário português, pretende instalações definitivas até 2010 e, de preferência, num espaço situado em frente ao estádio Nacional, num terreno que, em grande parte, teria de ser conquistado ao mar. Projecto arrojado e que promete fazer correr muita tinta. Até porque o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, não parece estar convencido e afirmou recentemente que "a construção do campo de golfe é compatível com o torneio e tudo está a ser estruturado para que o torneio cresça e se estabeleça neste mesmo espaço". Lagos, por seu lado, afirma que "o ministro tem défice de informação. Nunca será possível construir um court central com 10000 lugares aqui (no Jamor), exigência para um torneio da dimensão do Estoril Open". Vida difícil para o director do torneio, que terá muito trabalho para convencer as entidades governamentais da necessidade de avançar com este projecto e dar ao maior evento tenístico (e um dos maiores do desporto em geral) realizado em Portugal o espaço que merece.

Quanto a nós, meros adeptos do ténis, resta-nos esperar que se chegue a um consenso e que o Estoril Open se mantenha, aqui ou, de preferência, num espaço melhor, no calendário mundial ATP.

publicado por Morais às 23:39
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