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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
#1 - Que é feito de...Guillermo Coria?

O tenista argentino Guillermo Coria, "el Mago", é o primeiro escolhido para esta nova rubrica, destinada aos grandes tenistas que se encontram um pouco fora do radar dos amantes do ténis.

Numa altura em que nos aproximamos a passos largos de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado em terra batida, parece pertinente questionarmo-nos acerca do paradeiro deste hiper-talentoso tenista argentino que se encontra arredado dos grandes palcos do circuito mundial há já algum tempo. É que foi precisamente em Roland Garros que Coria atingiu, simultaneamente, os pontos mais alto e mais baixo da sua carreira.

Viveram-se momentos dramáticos numa daquelas típicas tardes solarengas da capital francesa, mais precisamente a 6 de Junho de 2004. Coria conquistara, semanas antes, o mítico torneio de Monte Carlo e vira apenas Roger Federer quebrar-lhe uma série de 37 vitórias consecutivas sobre o pó-de-tijolo na final de Hamburgo, sem, contudo, que isso beliscasse o seu favoritismo a uma vitória final em Paris, ainda mais depois do renascido brasileiro Gustavo Kuerten ter derrotado, inapelavelmente, Federer na terceira ronda. Coria, seguro, passeava classe nos courts  parisienses e atingiu a final num percurso quase imaculado, no qual cedeu apenas um set nas meias-finais diante de um surpreendente Tim Henman, adepto do serviço-vólei.

E no encontro decisivo, o sonho parecia muito muito perto já, ao fim de uma hora. Tudo parecia correr bem a Coria, que dominava, inequivocamente, o seu oponente, o também argentino Gaston Gaudio e conquistava os dois primeiros parciais, por claros 6-0 e 6-3. No terceiro set, novo break de Coria, que parecia definitivamente lançado para a conquista do título, perante o olhar de um público rendido à superioridade de "el Mago". Mas eis que Gaudio quebra o ímpeto de Coria e devolve o break de enfiada, começando a praticar um ténis mais solto e agressivo e lançando dúvidas a um já nervoso Coria, ansioso por atingir o tão almejado título. A toada de equilíbrio manteve-se até perto do final da terceira partida, na altura em que Gaudio atacou forte, arrebatando este parcial e abrindo por completo o jogo. Coria, entretanto, mostrava-se bastante perturbado e parecia tomado por cãibras, que o impediam de praticar o seu melhor ténis e o levariam a abdicar da quarta partida, resguardando-se para uma possível "negra". Momentos depois, Gaudio, "el Gato", fechava, facilmente o quarto set e adiava a decisão para uma quinta partida, para regozijo dos cerca de 20 mil espectadores presentes nas bancadas do Philippe Chatrier.

Mal jogada, mas muito emotiva, esta partida decisiva perdurará certamente na memória de muitos pela incerteza e pelo dramatismo de que se revestiu. Coria, incrivelmente, conseguia superar as dores e manter-se em jogo, tendo mesmo garantido o direito a servir para fechar a contenda. Poucos minutos depois, chegava o primeiro match-point. Ponto longo, de cortar a respiração. Erro de Coria, por milímetros, numa direita ao longo da linha. Gaudio sobrevivia, quebraria o serviço do adversário, mas não podia controlar a ansiedade e sofreria novo break minutos depois, voltando Coria a servir para encontro. Novo match-point, tirado a papel químico do primeiro. Golpe fatal para Coria, que, esgotado, cedeu esse jogo e os dois seguintes e permitiu a Gaudio festejar efusivamente uma conquista única, que dificilmente teria oportunidade de repetir. Já Coria, apesar de derrotado, foi ovacionado e parecia, pelo demonstrado, reunir todas as condições para regressar e triunfar em Paris. A verdade é que ainda não se recompôs dessa derrota, como o próprio confessou recentemente, e a confiança que lhe permitia executar aqueles golpes mágicos foi desaparecendo, não o deixando vencer com a mesma regularidade e fazendo-o cair numa profunda crise, agravada ainda mais por constantes lesões. No ano seguinte, em 2005, não conseguiu impor-se em terra batida, fruto do aparecimento de Rafael Nadal e, em Roland Garros, e caiu frente a Nikolay Davydenko, que havia derrotado em três fáceis sets no ano anterior. Apesar de tudo, ainda arrecadou um título em Umag, meses mais tarde. Mas em 2006 quase não se viu e, depois de desistir, em Setembro, na primeira ronda do US Open frente a Ryan Sweeting, não mais voltou a jogar qualquer torneio.

Hoje, encontra-se no lugar 329 de um ranking em que chegou a figurar na 3ª posição e está parado, a treinar para poder regressar à melhor forma e aos grandes palcos. Discutível será a maneira como o tem feito. É que trocou de treinador por duas vezes nos últimos dois meses e, mesmo depois de intensos treinos, tem adiado o regresso à competição, que chegou a estar agendado primeiro para Miami e depois para Houston, mas que está ainda por concretizar.

Resta-nos aguardar por melhores dias deste tenista que muita falta faz ao circuito, pela magia que espalha em court. Para os menos conhecedores deste magnífico jogador, deixo aqui alguns vídeos onde se pode testemunhar toda a sua classe.

 

http://www.youtube.com/watch?v=vT7LJimHr08

http://www.youtube.com/watch?v=XX6m7XeQ1jI

http://www.youtube.com/watch?v=Vhcxs2xFyNg

 

Informações adicionais sobre a carreira de Coria podem ser lidas aqui.

publicado por Morais às 00:40
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