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Domingo, 6 de Maio de 2007
Parado

 

Em virtude da minha deslocação aos courts do Jamor, para assistir ao vivo a alguns encontros deste Estoril Open 2007, o blog não foi actualizado. No entanto, será agora feito um pequeno resumo daquilo que de mais importante aconteceu neste dias do maior evento tenístico realizado anualmente em Portugal.

 

 

Recuando um pouco no tempo, aos encontros dos quartos-de-final masculinos, jogados sexta-feira, destaque para a suada e emotiva vitória do sérvio, cabeça-de-série nº3, Novak Djokovic (foto), sobre o espanhol Guillermo García-Lopez, num encontro muito bem jogado. Djokovic impôs-se apenas ao cabo de três sets (6-4, 1-6 e 7-5) e 2h43m de bom ténis, marcando a diferença pela sua maior capacidade de explosão, que lhe permitiu resolver a seu favor muitas das longas trocas de bola do fundo do court. Chegou a temer-se o pior, quando Djokovic foi assistido, no início do terceiro set, mas este revelou uma grande tenacidade e apurou-se para as meias-finais do torneio, para gáudio do público presente num central quase cheio. Nas outas partidas, Paul-Henri Mathieu teve também de suar para levar de vencida o combativo argentino Juan Monaco (6-4, 4-6 e 6-1) e marcar encontro com o seu compatriota Richard Gasquet, fácil vencedor (6-3 e 6-4) do único norte-americano em prova, Vincent Spadea. Por fim, o espanhol Tommy Robredo apurou-se também à custa do simpático argentino Agustin Calleri, mas não ganhou para o susto. Quando comandava a segunda partida, deixou-se apanhar e precisou da "negra" para garantir a discussão de um lugar na final com o sérvio Djokovic.

 

 

No quadro feminino, a bielorrusa Victoria Azarenka exibiu-se em grande plano e, quer nos quartos-de-final, quer nas meias-finais, revelou um ténis muito ofensivo, mas muito sólido, que quase sempre deixa as adversárias KO. Nos quartos livrou-se da argentina Gisela Dulko e nas meias da favorita (só no papel, pois mostrou um ténis pouco seguro ao longo da semana) Lucie Safarova, nas duas ocasiões em encontros quase de sentido único. A outra finalista, a alemã Greta Arn (foto acima), tem também sido uma agradável surpresa e, embora com encontros de grau de dificuldade inferior, soube sempre lidar com a responsabilidade e vai tentar, tal como a sua adversária, somar o prmeiro título da sua carreira neste Estoril Open. Não seria a primeira vez que uma qualifier venceria -Lucie Safarova fê-lo em 2005-, mas seria uma surpresa face ao que Azarenka tem vindo a produzir neste torneio.

Falados que estamos, por agora, de torneio feminino, regressemos aos homens. Os jogos das meias-finais, depois daquelas espectaculares partidas do dia anterior, foram uma desilusão: Djokovic levou de vencida o paciente e combativo Tommy Robredo com inesperada facilidade, tendo conseguido superar as adversidades do primeiro parcial (Robredo serviu para fechar) para, depois, controlar toda a partida com constantes winners de fundo do court. Intensas trocas de bola e alguns pontos de belo efeito não foram, contudo, suficientes para deixar satisfeito o público que encheu o central. Mas o pior estava para vir: no encontro que mais prometia, entre os dois franceses ainda em prova, Mathieu não conseguiu suportar a lesão muscular na coxa direita e desistiu quando estavam jogados apenas quatro jogos no primeiro parcial. Incrédulos e insatisfeitos os espectadores deixaram o court com a sensação de terem esbanjado 30€ para nada, ou quase nada.

 

 

Mathieu manifestou também, depois do encontro, a sua insatisfação junto do ATP, alegando que não é justo ter começado a jogar aqui apenas dois dias depois de vencer em Casablanca. "Nunca vi nada assim...Nos outros torneios não é assim. É algo que não vou esquecer. Não é justo ter jogado o encontro da primeira ronda com apenas um dia de descanso depois da vitória em Casablanca", declarou o insatisfeito francês em conferência de imprensa, como ilustra a foto acima. A verdade é que tal acontece com muitos jogadores, todas as semanas, e Casablanca não é assim tão longe de Lisboa.

Feitas as contas, hoje disputar-se-ão as finais dos torneios masculino e femino: Richard Gasquet vs. Novak Djokovic e Greta Arn vs. Victoria Azarenka, respectivamente.

 

 

Nota final para a dupla portuguesa Gastão Elias / Pedro Sousa, que tive oportunidade de ver jogar e perder, nos quartos-de-final, frente aos para já finalistas brasileiros André Sá e Márcio Melo. Excelente comportamento da dupla portuguesa, que foi, inclusivé, prejudicada quando viu o árbitro, erradamente, atribuir o ponto que daria o 6-6 no primeiro set à dupla brasileira. Parceria a manter no futuro, muito provavelmente.

publicado por Morais às 12:22
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